Down in the dawn
Through thoughts
Between beats
Inside insights
A cycle recycles
After a scouser moon
One brand new sunset
Maybe it’s a new world
Should we try to figure out?
It’s time
LDN, 11.05.12
Down in the dawn
Through thoughts
Between beats
Inside insights
A cycle recycles
After a scouser moon
One brand new sunset
Maybe it’s a new world
Should we try to figure out?
It’s time
LDN, 11.05.12
irmãos crescem juntos
desbravam o mundo
oceano de novas descobertas
um no norte, outro no sul
mil histórias para compartilhar
saudade que só faz crescer
de repente, um vazio
esperanças derretem num lago
resta apenas um sorriso apagado
e uma dor que contamina todos
risco e arrisco
a mente nao para
entre solos e gritos
um gole para despertar
logo dou todo meu oxigênio
ao latejar, arranca fios de certeza
pisca, pisca, pisca de novo e respira
cria mil dúvidas para cada novo olhar
se o certo vira incerto, é certo não querer errar
enquanto olha as palavras escorrendo na sacada
pede aos céus que junte os polos num movimento só
devagar, passo a passo, a escuridão dá lugar a luz do dia
para dar equilíbrio a cada combustível que faz a vida continuar
Ser sem ligar
Sentir como respirar
Seguindo em frente
Sem deixar de acreditar
Sei que tento tornar real
Seja sonho ou seja desafio
Se um dia conquistar
Serei eu
serei seu
serei vivo
serei tudo
(SP 08.11.11)
‘Cause when she sings / I hear a symphony / And I’m swallowed in sound as it echoes through me / I’m renewed, oh how I feel like through winter’s advancing / We’ll stay young go dancing
pode estar a milhas de distância
continua sempre ao meu lado
podem ser dias ou meses sem conversa
é sempre como depois de uma grande festa
pode usar uma palavra ou um discurso
que faz entendermos o mundo num estalo
pode até enfrentar tempestades e tsunamis
bate no peito, ergue o punho e segue em frente
pode lembrar do passado com risadas
que sempre sentirei saudade da ladeira
pode treinar para o drama e a comédia
que me emociona sem nenhum ensaio
pode dominar os versos e as estrofes
que sempre vou querer ler cada linha
pode amadurecer aos prantos
que inspira a soltar as amarras
com tanto poder, se tornou um herói
que não deixa de ser o velho irmão
um dia, as certas feitas viraram sonhos
aos poucos, os sonhos viram certas feitas
para Daniel Farias
21/09/2011
Ele caminha pelos cascalhos da praia, aguarda o relógio marcar quatro horas. Nem é preciso fechar os olhos para ver a cena, lembra-se perfeitamente dos dias em que ficou ali sentado, vendo o sol se erguer. Entre vários suspiros, pensa sobre o que deixou para trás. Sente o peso nos ombros, carregar aquilo tudo sozinho parecia ser mais fácil. Entre um gole e outro do seu rum favorito, tentava entender todas aquelas escolhas, tentava aceitar o silêncio e imaginar o que aconteceria. O ir e vir das ondas parecia dizer alguma coisa, parecia refletir a história. O barulho da água batendo nas pedras poderia ser apenas uma sinfonia. Apesar disso, o ruído incomodava, lhe empurrava contra a parede e fazia sentir-se pressionado. Controlava, com muito esforço, a vontade de gritar, de pedir socorro e de aceitar as coisas do outro jeito, só para satisfazer outras vontades. Um último suspiro era a coragem necessária para levantar, continuar a caminhada e acreditar que ainda veria pontos finais se transformarem em vírgulas.
O cursor impaciente pisca, intimida, exige palavras, demanda rimas, formas e sentimentos. Enquanto pisca, me pressiona, mostra que o mundo não para, ninguém espera e nada gira ao seu redor. E tudo o que tenho a dizer é que o piscar deixa o vazio mais vazio.